Importante

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sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Felizices


Na raiz


Ser feliz tá na raiz, nos quadris, o que diz na bula não engula pula esta parte com engenho e arte, desfranze o cenho e o ferrolho ferrenho, apura o molho arregala o olho esparge a pimenta tenta e tenta vai tentando, quando menos se espera a coisa acelera desmodera. O intenso se rasga chora, mas é feliz mesmo sem diretriz, faz do lenço uma vela enfunada pra de tudo ver nesse oceano imenso. Ser feliz tá nos quadris, na dança, no ser grande criança e lá num canto do peito soltar o canto mesmo sem jeito e afinação contanto que brote do coração. Não é alienação mas brandura mesmo na braveza. Feliz de não ser juiz de valores nem de amores. Feliz quando o desassossego dá lugar ao gargalhar do desapego

                                       

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Não!


Não


Enfia a meritocracia goela abaixo golpe baixo em quem crê e defende os direitos civis não servis cada etapa um tapa na cara um cala boca vala comum retórica oca enquadrando um por um quando o abismo é melhor menos pior que o cinismo e no ostracismo social sem emergências do bem só do mal o claustro às escuras a ante-sala do caos o silêncio grita pra surdos que ficam mudos pra cometer absurdos as pilhérias das pilhagens as tragédias das trucagens tripudiárias abecedárias são tribos várias de  chantagistas, de conformistas, de arrivistas, de privatistas, tudistas, nadistas a prazo e à vista uns califas botando em rifa a pátria que nos pariu golpe civil, escroques sem fuzil, digamos ENE A O TIL!


sábado, 29 de julho de 2017

Fibra que fibrila

 
Integral com fibra



Entrega é trégua do espírito armado, um espirro não programado, mergulho no não mapeado, é delivery por livre e espontânea vontade, tá de coração aberto mesmo no que é incerto e sem garantia, é não se dar por fatias e sim de forma integral cheia de fibra, cada célula vibra no efusivo acontecer, entrega não é ceder, é pra valer sem barganha, só se ganha, é sem condições com raras contraindicações, é seguir sem reservas, adicionar finas ervas na culinária extraordinária das paixões, é surfar tufões, emocionar razões, dos atos mais transgressores, abrir janelas e portas, extravasar as comportas, entregas de todo matiz a uma causa, artista ou país, de todas a mais atrevida: ao amor da sua vida

                                                   


                                                     

sábado, 22 de julho de 2017

Vórtice



Ávida


Cinema é cinético dialético motion picture movie se move como a vida que não para quieta direta dileta seta em arco retesado, marco zero, bolero de Ravel, inferno e céu, canto xamã, talismã, jornada pelo tudo e pelo nada, batucada de coração tambor por amor, pulsação embrião flor que nasce e viceja na lama, sonho e drama, tear que urde a trama sempre em movimento, num momento assim no outro assado, vida é dado que rola, sola gasta pela estrada vasta, viola que soa, susto que atordoa, vida é boa é ruim, pierrô arlequim colombina, febris esquinas e o teto da Capela Sistina. É penugem ferrugem, é trovoada, choro com soluço e gargalhada, enigma sem solução, vida é arte, é restart, cada um faz sua parte, uma andorinha no solo não faz verão

                                 
                     

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Poeticamente


Mente. A mente do poeta mente o que ele crê. A gente lê e dá fé mesmo quando é fundo e não dá pé. Ele aborda o mundo e pinta e borda e não é cheque sem fundo, é moleque e profundo e pro fundo nos leva e enleva. A verdade do poeta inquieto esteta é de olhar lúcido pro real e como tal ele desmonta paradigmas e monta tufões bufões e diz e rediz feliz ou infeliz de modos sem medos que só a poesia, essa epifania logra expressar ao espessar o real ou refiná-lo até o talo. Ao mentir suas verdades, seus alardes, ele lapida brutos diamantes, inventa fortuitos amantes e ri de si menestrel trovador inferno e céu, ódio e amor, que a vida tem mais de um viés, muitos ares e rufares de tambor de tenso e manso amor e mesmo que a cabeça se esqueça ainda restam os pés pra caminhar e mãos do gesto presto de acarinhar e escrever.


sábado, 8 de julho de 2017

Lei que manda


Estado grave

Grave isso, gente: a Lei da Gravidade é uma das leis regentes do Universo. Tanto que quando converso com algum prodígio o queixo cai. Por que? A gravidade está lá pra estalar o malar que arria o queixo e nem adianta queixa. O coque da gueixa se não bem preso desaba e a gueixa acaba.

Pessoas, canoas, mares, colares, lares, matas, gravatas, tudo e todos se sujeitam à lei, plebeu ou rei, que sobem quando pulam ou decolam, mas rolam e deitam, pois tudo o que sobe desce, mesmo os elevadores que saindo da terra térreo precisam descer pra poder subir de novo. 


Foguetes, Ícaros, balões, desafiam a gravidade, mas isso não permanece e o balão desce, o avião idem na atração fatal gravitacional orbital sem nem um avo de desagravo. Os anéis de Saturno, o vaso chinês que se desagrega, tudo se rende e se entrega à força inteira que esculpe as cachoeiras e faz da Lua nossa eterna companheira.