Importante

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sexta-feira, 23 de junho de 2017

Potência X onipotência


Cais de levantar

A vitória é de quem conta monta a História, os laureis, os tonéis, os marcos na memória, as honrarias, homenagens e as pilhagens do heroico egoico vencedor espoliador e ao vencido a humilhação, o esquecimento, a erosão, o banimento, a excomunhão. Vitória da Santa Inquisição, poder paralelo queimando bruxas pé de chinelo e homens das Ciências, quanta onipotência, que renegaram seu saber pra poder viver. O poder nos regula e tem gula. Dúvidas? Dívidas? Vide bula. Sem cota, nos derrota e vira as costas, amordaça, enforca na praça em nome de Deus, temporada de caça aos plebeus.

Pro planeta Terra, sendo de guerra, derrota e vitória são a mesma escória, mas tem também as vitórias redentoras de Ghandi e Mandela, duas grandes almas a vencer a opressão sem armas letais armados só do coração e paz. Quem sabe um dia a utopia se faz real e a vitória seja apenas a glória das ondas quebrando no cais sem quebrar o cais.

                                      

sábado, 17 de junho de 2017

Busca brusca



                                  Famintos

Procura nos cura de que? Procura nos estrutura, se não somos buscadores não somos senhores do destino, nos sobra o desatino. Busca-se e mata-se a cobra e mostra-se o pau, jornada desenfreada atrás do Graal pessoal. Nada buscar, nem o luar nem o espelho nos faz fedelhos sem metas, sagitários centauros sem setas? Busca do ouro, do tesouro diamante, busca do perfeito amante, busca do Eu. busca de Deus, só somos humanos se buscamos? "Coitada, não busca nada..." busca da verdade, busca à novidade, busca de cometas, toda busca que cometas será louvada, google humano buscador buscaprazer, no cardápio insano da fome de viver.

                                                        

sexta-feira, 9 de junho de 2017

Todo músculo que sente

                     

                            Tocatta sem fuga


Infarto é o coração farto da pressão, que fibrila de entrar no fim da longa fila, de bater em vão e apanhar outro tantão. A taquicardia que ardia agora adia o dia quando é noite e a noite quando é dia. Noite e dia esse tambor soando alto por teimosia, afã do amor de sobressalto, assalto à mão amada, estouro da manada, na montanha russa sem ser no parque, as fuças no vento, a fúria dos elementos, adrenalina, sina de quem ama e se derrama, humano lança-chamas da autocombustão, paixão é amor só que amor extremado acelerado sexuado ou não. E o coração, como fica? Como um Guernica de Picasso, amor em pedaços, ou O beijo de Klimt, amor constituinte e com requintes. Coração, músculo, corpúsculo que ama medroso, corajoso em Alfa, Beta e Gama, do deserto do Atacama às avenidas de Tóquio, toque-o fundo e o mundo saberá que ele te chama.




sábado, 3 de junho de 2017

Guerra em paz


De sol a sol

Trave entrave pro artilheiro sorte do goleiro a defesa trava épica batalha contra o ataque e quando o trava sai no contra-ataque guerra de araque a de verdade é no Iraque as bombas do atacante insinuante só balançam a rede a saciar a grande sede da imensa intensa torcida ela urra exigente que sua valente e inclemente tropa venha veja e vença e dê uma surra no inimigo

 As armas desse combate são o chute e o drible e a equipe que mais a domina essas artes circenses guerreiras costuma ser a primeira na disputa e na luta vale quase tudo até chamar o juiz de filho da fruta

Ao vencedor que vence a dor cabe a delícia do troféu de campeão e a paixão começa tudo outra vez o perdedor é o freguês e promete dar o troco fica todo mundo louco olha que golaço um estranho te dá um abraço nessa ilusão de Quimera até o planeta é uma esfera que gira de sol a sol codinome futebol

                                                   

sexta-feira, 26 de maio de 2017

(San)idades


                                     Deidades

 A sextessência da quartaidade é a anticiência da desidade sem vaidade vai dar de 10 a 0 no lero lero do zelador das normas em boa forma das judites com gargalhite aguda e os 50 tons de ranzinza crônico histriônico feito Buster Keaton a sextessência é a meninice equipada com milanos de estrada desapego de tudo e um ludo assim do nada inesperada folia por um simples novo dia leveza indefesa que nem liga pras fraquezas da mente e da matéria é finalmente estar viva livre das expectativas o ziriguidum da sextessência é a quintessência mais um é despir-se da tenência sem calça sem causa nem consequência voar fora da asa e de repente perguntar: que ano é hoje? E morrer de tanto rir


sexta-feira, 12 de maio de 2017

Mudançando

                    




Cansou trocou as alergias pelas alegrias os miasmas por orgasmos a catarata por sorvete de nata sem fé por café tensão por tesão o inferno do terno pelo em pelo pós-moderno  desconstrução em construção encontros são enquantos de encantos nos cantos e centros dentro descansou que é cansar-se de se cansar e pois sim pôs-se a causar desenclausurar seus desejos adejos de asas céu profundo nuvens rasas Îcaro arremete Prometeu só promete fim de tarde o sol arde a nuca antes tarde do que nunca cansou-se do trivial do frugal de guinadas de trezensessenta graus não quis ser mais um clone de si e sim um ciclone em frenesi não o fim mas o até que enfim